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Síndrome de burnout e o conceito de abandono de si

Síndrome de burnout e o conceito de abandono de si

27 de Abril de 2026

O burnout, em essência, é um processo de abandono de si. Essa ideia é recorrente nos estudos contemporâneos sobre saúde mental no trabalho. Embora não esteja formalmente reconhecido nos manuais diagnósticos, o conceito captura a dimensão essencial do esgotamento profissional que vai além dos sintomas visíveis.

Trata-se de um processo gradual pelo qual a pessoa perde contato com suas próprias necessidades e limites, subordinando sua identidade e bem-estar às demandas externas do trabalho. Recuperar-se do burnout passa, necessariamente, pelo reencontro com o eu abandonado, pela redescoberta e pela reconstrução de uma relação mais saudável consigo mesmo e com o trabalho.

A alienação do trabalhador de si mesmo surge da própria alienação do trabalho. Ao se doar por completo, a pessoa negligencia sua vida pessoal, relações e, sobretudo, sua saúde, tornando-se um mero instrumento de produção. Nesse processo, o indivíduo perde a capacidade de ouvir os sinais do corpo e da mente, de reconhecer limites e de desfrutar momentos de prazer.

Pequenas concessões, como pular refeições, sacrificar descanso ou cancelar atividades prazerosas, tornam-se padrões que reforçam a desconexão consigo mesmo. Além disso, o abandono de si pode gerar conflitos internos e sofrimento ético, quando ações e decisões profissionais entram em choque com os próprios valores, intensificando a sensação de vazio e perda de identidade.

O resultado é um estado de exaustão profunda, em que a chama interior – que antes impulsionava paixão e motivação pelo trabalho – apaga-se, deixando apenas cinzas de desilusão. A desconexão se estende à vida cotidiana: o indivíduo se afasta de pausas, afetos, hobbies e interesses e vive no modo automático, apenas cumprindo obrigações e deixando de existir plenamente como sujeito. 

Reencontro

Nos momentos em que a pessoa se sentir perdida, é importante reencontrar-se naquilo de que gosta. Reconectar-se com paixões, histórias e vínculos essenciais cria um espaço de cuidado interno mesmo diante das dificuldades externas. Desse modo, o autoconhecimento se apresenta como ferramenta essencial para prevenir adoecimentos e promover a saúde.

Compreender as próprias emoções, valores e padrões de comportamento permite identificar sinais de sobrecarga antes que o esgotamento se instale, favorecendo decisões mais saudáveis e a construção de limites claros.

Quando as pessoas se conhecem melhor, são capazes de: reconhecer os sinais precoces, ou seja, perceber os primeiros indícios de estresse e exaustão antes que eles se intensifiquem; estabelecer limites, como aprender a dizer não para as demandas excessivas, delegar tarefas e proteger o tempo dedicado ao descanso e ao lazer.

Também conseguem gerenciar emoções, ou seja, lidar de forma construtiva com ansiedade, frustração e raiva; priorizar o bem-estar, pois colocar a saúde física e mental como prioridade é base para qualquer outra conquista; e alinhar valores, garantindo que trabalho e atividades diárias estejam coerentes com os valores pessoais, o que evita conflitos internos que geram sofrimento. 

Lançamento

Esses e outros assuntos são aprofundados sob perspectiva humana e científica no livro O que você precisa saber sobre burnout e tem medo de perguntar, de autoria da psicóloga clínica e do trabalho Thaís Alves Siqueira Araújo Gomes e Sousa e publicado pela Sinopsys Editora. 

Para auxiliar no tratamento psicoterapêutico e na divulgação de informações sobre essa condição, a obra é destinada aos usos clínico e familiar com adolescentes e adultos que apresentam o diagnóstico ou desconfiam que possam estar desenvolvendo a síndrome. Com ferramentas práticas, desmistifica o sofrimento e convida o leitor a reconstruir limites, vitalidade e sentido para trabalhar sem se anular e viver sem se esgotar.

A publicação faz parte da coleção O que você precisa saber e tem medo de perguntar, que visa esclarecer aspectos relacionados a transtornos mentais e outras condições para não especialistas. Caracteriza-se por sua linguagem clara, objetiva e acessível a todos que tenham interesse em entender um pouco mais sobre burnout. Um dos principais diferenciais é a sua construção, com perguntas e respostas mais frequentes.

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Tags

síndrome de burnout, burnout, estresse crônico, esgotamento profissional, sobrecarga, saúde mental no trabalho, abandono de si, perda de identidade, alienação, desconexão, autoconhecimento, limites, cuidado interno, vitalidade

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