TCC, uma abordagem terapêutica objetiva, diretiva e eficaz - Sinopsys Editora
51 3600.6699 Atendimento personalizado disponível de segunda a sexta das 8h às 18h(exceto feriados).
Olá, Faça seu login

Informe seu e-mail para que uma nova senha seja enviada

Voltar
0
0
TCC, uma abordagem terapêutica objetiva, diretiva e eficaz

TCC, uma abordagem terapêutica objetiva, diretiva e eficaz

21 de Janeiro de 2026

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem como principal objetivo mudar os sistemas de significados dos pacientes para alterar os sintomas emocionais, fisiológicos e comportamentais prejudiciais. Indicada para todas as idades, incluindo crianças, adolescentes e idosos, trata-se de uma abordagem objetiva, diretiva e eficaz.


Um dos fatores que contribuem para isso é a estrutura clara da sessão, que norteia o trabalho do terapeuta, facilita o entendimento do paciente em relação ao tratamento e contribui para um processo mais positivo.


Como a terapia cognitivo-comportamental enfatiza o papel que as disfunções cognitivas desempenham na origem e na manutenção dos transtornos mentais, envolve a modificação desses pensamentos e crenças disfuncionais que favorecem a presença dos sintomas prejudiciais.


Para isso, o tratamento dos transtornos mentais na TCC envolve um plano de ação individualizado e colaborativo em que as demandas e os objetivos trazidos pelo paciente são considerados para a elaboração das intervenções.


Passo a passo


A terapia cognitivo-comportamental engloba formulação de caso e conceitualização cognitiva, estabelecimento de objetivos e metas, familiarização ao modelo cognitivo, intervenções cognitivas e comportamentais, prevenção de recaída e término do tratamento.


A formulação de caso é um método e uma estratégia clínica para elaborar uma descrição do problema atual do paciente, uma compreensão de seus padrões mal-adaptativos, uma teoria sobre o porquê e como esses padrões se desenvolveram, bem como uma ou mais hipóteses de quais processos estão mantendo esses padrões ativos.


Por sua vez, a conceitualização cognitiva faz referência específica ao padrão cognitivo da pessoa, envolvendo seus pensamentos automáticos, suas crenças intermediárias e suas crenças nucleares.


Essa etapa envolve entender os problemas apresentados por meio do modelo cognitivo e possibilita que as intervenções sejam pensadas com base nas características apresentadas em cada caso. Além disso, é continuamente revisitada para incorporar novos dados que possam surgir.


Intervenções


Já as intervenções feitas na TCC visam colocar à prova os pensamentos e as crenças disfuncionais. Juntos, terapeuta e paciente desenvolvem tarefas dentro e fora das sessões para testar a veracidade das interpretações que o indivíduo faz da realidade.


Além dos pensamentos, o manejo dos sintomas comportamentais, fisiológicos e emocionais é levado em consideração. Por fim, são trabalhados os principais problemas que podem aparecer no futuro e trazer dificuldades, bem como a identificação dos sinais para possíveis recaídas.


O término do tratamento na terapia cognitivo-comportamental também é colaborativo, pois ocorre quando as queixas apresentadas são resolvidas e é observada melhora no quadro.


Caso necessárias, sessões de manutenção podem ser solicitadas, ocorrendo de maneira mais espaçadas. Sendo assim, o fim do tratamento é pensado de modo que se possa garantir a continuidade dos resultados alcançados.


Psicoeducação


Um ponto fundamental de todo o processo da TCC é a psicoeducação, ou seja, uma proposta de familiarização do cliente com o modelo cognitivo. Dessa forma, no decorrer dos atendimentos, ele é chamado a entender os princípios básicos da abordagem, como funciona o tratamento e quais as intervenções utilizadas.


O objetivo da psicoeducação é dar condições ao sujeito de utilizar tais informações e instrumentos ao longo dos atendimentos e caso volte a apresentar problemas similares no futuro.


Estrutura das sessões


Na primeira sessão de TCC, é importante discutir com o paciente a respeito do seu diagnóstico, definir quais serão os objetivos do tratamento e começar a focar em um problema específico.


A partir da segunda sessão, é possível dividir os encontros em três partes: inicial, intermediária e final. Nessas etapas, é necessário que o terapeuta saiba identificar um pensamento automático, avaliando se o problema merece atenção redobrada, se é recorrente ou disfuncional. O foco é estimular o indivíduo a pensar em resultados que estejam dentro de seu alcance.


Importante ressaltar que não existe uma estrutura única a ser seguida na terapia cognitivo-comportamental. Mesmo assim, os passos incluem um resumo da sessão anterior, o estabelecimento de uma agenda de cada encontro, além da abordagem dos tópicos escolhidos para a consulta.


Verificar o humor da pessoa também é um cuidado fundamental que deve se estender por todas as etapas. O objetivo é avaliar como o paciente está se sentindo no momento e identificar os sentimentos que predominam em sua mente durante o intervalo entre uma sessão e outra.


Tarefas de casa


As chamadas tarefas de casa também devem estar presentes em toda a estrutura da sessão em terapia cognitivo-comportamental.


A prática tem relevância no trabalho de reestruturação cognitiva, servindo como uma experiência capaz de questionar a validade das crenças que estão por trás de certos sofrimentos, como aqueles desproporcionais e outras disfunções.


É uma maneira da TCC continuar acontecendo mesmo longe do consultório. Por isso, o profissional precisa adaptá-la conforme o momento que o paciente está vivendo, além de ser uma prática de comum acordo entre ambos.


Ainda é preciso destacar o feedback, que vai nortear os próximos direcionamentos.


Ferramenta


Partindo do entendimento de que para o aprimoramento das competências clínicas em terapia cognitivo-comportamental, devido às suas especificidades, é importante utilizar estratégias educativas específicas, incluindo atividades ativas e formativas, foi criado o ‘Baralho para treinamento de terapeutas cognitivo-comportamentais’.


De autoria dos psicólogos Janaína Bianca Barletta, Everton Poubel Santana e Fabiana Vieira Gauy, a ferramenta auxilia os supervisores clínicos ou professores/facilitadores nas atividades pedagógicas, como as estratégias ativas e experienciais, para favorecer a aprendizagem dos conhecimentos, habilidades e atitudes por terapeutas em diferentes níveis de desenvolvimento profissional.


Visa, também, qualificar o aprendizado e aprimorar as competências clínicas em TCC de maneira flexível, divertida e contextualizada. Versátil, pode ser adaptado conforme as metas educativas da supervisão ou do programa de treinamento.


Além dos casos apresentados, é possível especificar as características de cada um, incluindo barreiras, dificuldades e/ou dicas de atuação clínica, tornando os casos mais ou menos complexos de acordo com a proposta.




Outras do Blog

Tags

TCC, terapia cognitivo-comportamental, pensamentos, emoções, comportamentos, reestruturação cognitiva, psicoeducação, formulação de caso, conceitualização cognitiva, crenças disfuncionais

Mais

Vistos

Receba promoções
e lançamentos
O que deseja fazer agora?