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TDAH: quais os sinais de alerta em cada fase da vida?

TDAH: quais os sinais de alerta em cada fase da vida?

11 de Fevereiro de 2026

O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é como um som de fundo: pode estar presente desde sempre, mas só começa a incomodar quando o ambiente fica mais silencioso. Na infância, pode parecer só uma energia a mais; na adolescência, se mistura à rebeldia e, na vida adulta, vira exaustão. Reconhecer os sinais é aprender a escutar esse som com clareza para finalmente ajustar o volume.


O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento de base neurobiológica, com início precoce e curso persistente. Manifesta-se de forma dimensional, ou seja, com diferentes graus de intensidade e pode variar ao longo da vida, dependendo das exigências ambientais, da rede de apoio e das estratégias desenvolvidas pelo indivíduo.


Reconhecer os sinais precoces é uma das formas mais eficazes de reduzir os impactos funcionais do transtorno. Os sintomas devem se iniciar antes dos 12 anos, estar presentes por pelo menos seis meses, ocorrer em dois ou mais ambientes (escola, casa, trabalho) e provocar prejuízos reais nos desempenhos acadêmico, social ou ocupacional.


Primeira infância


É esperado que, até os 6 anos, crianças sejam ativas, curiosas e inquietas. Contudo, no TDAH, a intensidade desses comportamentos excede os padrões esperados para a idade, provocando dificuldades na socialização, nas regras e na segurança da criança.


Sinais precoces de autorregulação comprometida, como impulsividade motora e emocional, já são observáveis antes dos 5 anos, especialmente em contextos estruturados como creches e pré-escolas. Crianças com TDAH tendem a interromper com frequência os adultos ou outras crianças, sem conseguir esperar sua vez.


Outros sintomas são: fugir de regras e limites mesmo quando já os conhecem; distrair-se facilmente durante jogos e histórias, mudando de atividade em poucos minutos; falar sem parar e ter dificuldade de manter o volume da voz ajustado; demonstrar agitação motora intensa, como correr, pular ou subir em móveis em momentos inadequados.


Idade escolar


A entrada na escola é um divisor de águas. É nesse ambiente, com suas altas demandas de atenção, organização e autorregulação comportamental, que o TDAH geralmente se torna visível para os adultos.


As primeiras queixas formais costumam aparecer nesse período (6 a 12 anos): dificuldade de terminar tarefas, não seguir instruções, esquecer trabalhos, conversar na hora errada, levantar sem permissão ou provocar colegas. É esse também o período em que a criança com TDAH pode começar a sofrer com baixa autoestima por perceber que não consegue acompanhar o ritmo dos colegas mesmo se esforçando.


Entre os sinais de alerta, também estão esquecimento frequente de materiais escolares ou recados importantes; dificuldade para organizar a mochila, o caderno ou a rotina de estudos; inquietação constante, procrastinação e distração.


Adolescência


Na adolescência, os sintomas não somem, apenas mudam de forma. A hiperatividade tende a dar lugar à inquietação interna e a desatenção se agrava diante de tarefas mais complexas e abstratas. Os impulsos, se não forem manejados, podem se traduzir em comportamentos de risco, como direção imprudente, uso precoce de substâncias, impulsividade sexual e instabilidade afetiva.


Essa é também uma fase de redefinição da identidade e da autoimagem. Adolescentes com TDAH frequentemente não compreendem por que continuam se atrapalhando mesmo sendo inteligentes. Isso gera culpa, frustração, sentimento de inadequação e, em muitos casos, início de sintomas depressivos.


São sinais frequentes: desorganização crônica com horários, prazos e compromissos; procrastinação sistemática mesmo com tarefas importantes; oscilações de humor, com baixa tolerância à frustração; relacionamentos instáveis por impulsividade verbal ou atitudes intempestivas; fuga de atividades que exijam planejamento, como projetos escolares ou escolha profissional; início precoce de comportamentos de risco.


Vida adulta


Durante muito tempo se acreditou que o TDAH desaparecia com o crescimento. Hoje se sabe que cerca de dois terços das crianças com o transtorno continuam com sintomas na vida adulta mesmo que a apresentação seja diferente.


A vida adulta traz novos desafios: independência financeira, carreira, relacionamentos duradouros e autocuidado. Em cada um desses domínios, o TDAH pode gerar prejuízos significativos – especialmente quando não reconhecido.


Há diferentes perfis de adultos com TDAH: alguns são inquietos, impulsivos e expansivos; outros são silenciosamente desatentos, acumulando frustrações e se cobrando por não conseguir manter uma rotina funcional. A falta de diagnóstico na infância frequentemente é substituída por rótulos de desorganizado, ansioso crônico ou procrastinador nato.


São sinais de alerta: dificuldade de concentração em tarefas longas, como leituras ou reuniões; desorganização doméstica, financeira e profissional; esquecimentos frequentes, mesmo de compromissos importantes; mudanças constantes de emprego ou projetos por tédio ou impulsividade; dificuldade em manter relações interpessoais, por impaciência ou desatenção afetiva; sensação constante de sobrecarga mesmo em rotinas simples; padrão de autocrítica severa, baixa autoestima e sentimento de inadequação.


Lançamento


Esses e outros tópicos são aprofundados no livro ‘O que você precisa saber sobre TDAH e tem medo de perguntar’, de autoria dos psicólogos Jullyanna Cardoso e Leopoldo Barbosa e publicado pela Sinopsys Editora. Trata-se de um convite para compreender o transtorno com mais clareza, acolhimento e responsabilidade.


Para usos clínico e familiar com adolescentes e adultos, a obra explica a origem do TDAH, como ele se manifesta em diferentes fases da vida, como diferenciá-lo de outras condições e como buscar ajuda de forma segura, com informação acessível, atualizada e baseada em evidências.


Faz parte da coleção ‘O que você precisa saber e tem medo de perguntar’, que visa esclarecer aspectos relacionados a transtornos mentais e outras condições para não especialistas. Caracteriza-se por sua linguagem clara, objetiva e acessível a todos que tenham interesse. Um de seus principais diferenciais é a construção, com perguntas e respostas mais frequentes entre a população.




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Tags

TDAH, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, transtorno do neurodesenvolvimento, impulsividade, inquietação, procrastinação, frustração

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