Sobre a terapia online para crianças e seus benefícios
11 de Junho de 2026
A terapia online para crianças é uma modalidade de atendimento psicológico a distância que utiliza recursos digitais para ajudar os pacientes a desenvolverem habilidades cognitivas, emocionais e comportamentais para a vida.
Questões como ansiedade, medos excessivos, dificuldades escolares ou isolamento podem ser trabalhadas na terapia online infantil.
O formato permite que a psicoterapia ocorra de forma estruturada mesmo fora do consultório. Além disso, o ambiente familiar pode favorecer a adaptação da criança, tornando o processo terapêutico mais acessível e acolhedor.
Estudos indicam que a garotada se adapta bem à terapia online. Por sua vez, os resultados incluem melhora na regulação emocional, desenvolvimento da autoestima e maior capacidade de lidar com desafios.
Regras básicas
Entre as regras básicas a serem seguidas durante a terapia online, está o paciente sempre usar fone de ouvido, para que escute melhor o terapeuta e para que seus pensamentos fiquem protegidos.
Outra regra é sempre ter reservado um lugar só da criança; pode ser o seu quarto ou seu cantinho de estudo, qualquer ambiente onde se sinta bem. Se ela quiser, pode colocar um aviso na porta dizendo “estou em terapia, já volto”, para que ninguém atrapalhe a conversa com o profissional.
Também é preciso respeitar a regra do sigilo, seguindo resolução da área de psicologia. Tudo o que é contado na sala online fica guardado com o terapeuta, que só pode falar com uma terceira pessoa a respeito se for para proteger o paciente.
Respeitar o horário marcado é mais uma regra que precisa ser respeitada, pois a terapia online tem hora certa para começar e terminar.
Em algumas sessões, é necessário o uso de um “kit terapêutico”, pois o paciente vai desenhar, colar, criar personagens, inventar histórias e usar a imaginação. Por isso, é importante ter sempre por perto itens como lápis, papel, cola e tesoura.
Cuidadores
A terapia online com crianças também precisa contar com o cuidado e a parceria dos pais ou outros responsáveis. Por isso, eles recebem algumas orientações importantes que ajudam a tornar o processo terapêutico ainda mais seguro, ético e eficaz.
Uma dessa orientações e a de não gravar a sessão. Esse cuidado protege o sigilo, a privacidade e a liberdade emocional da criança. Saber que aquele espaço não está sendo registrado permite que ela fale, desenhe, brinque e sinta com mais segurança.
Também é preciso combinar com os adultos quem pode estar por perto. Durante a sessão, o ideal é que a criança esteja sozinha com o terapeuta em seu cantinho reservado.
Os pais/responsáveis serão chamados sempre que necessário, especialmente para orientações, alinhamentos e cuidados importantes. Esse combinado ajuda o paciente a se sentir mais à vontade para se expressar.
Antes da sessão, os pais/responsáveis devem verificar se estão funcionando a conexão com a internet, a bateria do computador ou tablet, a câmera e o microfone. Esses cuidados simples evitam interrupções e ajudam a criança a aproveitar melhor o encontro terapêutico.
Da mesma forma, cabe aos adultos incentivarem o compromisso com o processo. Em alguns dias, a criança pode se sentir animada. Em outros, pode parecer mais difícil. Manter o compromisso com as sessões, mesmo quando surgem resistências ou desconfortos, é parte essencial do cuidado emocional. É assim que as habilidades aprendidas vão se fortalecendo e fazendo sentido no dia a dia.
Lançamento
O livro ‘Minha terapia online’, de autoria da psicóloga Sandra Roberta Rodrigues de Lima e publicado pela Sinopsys Editora, aborda a psicoterapia online com crianças, integrando narrativa, psicoeducação e atividades práticas. Com linguagem lúdica, sensível e adequada ao desenvolvimento infantil, facilita a compreensão de temas como emoções, cuidado emocional e regras terapêuticas.
Para usos clínico e familiar com crianças a partir de 8 anos que irão iniciar ou já estão em psicoterapia online e seus pais ou outros responsáveis, trata-se de uma obra alinhada aos princípios éticos da psicologia que promove vínculo, segurança e participação ativa do paciente no processo terapêutico.