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Quais as necessidades emocionais a serem supridas na infância?

Quais as necessidades emocionais a serem supridas na infância?

13 de Agosto de 2025

Os cuidados físicos que devem ser praticados durante a infância costumam ser óbvios. Não é segredo que crianças precisam comer, dormir, receber segurança… são questões básicas de sobrevivência. Todavia, as necessidades emocionais delas ainda são desconhecidas pela maioria das pessoas – mesmo sendo fundamentais para a saúde emocional.


Ter clareza sobre quais são as necessidades emocionais da infância dá-nos a oportunidade de avaliar quais delas foram supridas e quais não foram. Esse é o primeiro passo. Enquanto não sabemos do que precisávamos, não é possível saber o que nos faltou. Sem saber o que nos faltou, somos controlados por essas faltas. Se somos controlados por essas faltas, sofremos.


Conforme Young e colaboradores (2008), a terapia do esquema oferece um modelo muito bem embasado e coerente para compreender as necessidades emocionais dos seres humanos:


1. Vínculos seguros: é a primeira necessidade classificada e preconiza que precisamos de segurança, vínculo, amor, proteção e estabilidade, especialmente dos nossos pais/cuidadores diretos. Por meio desses vínculos é que constituímos grande parte do nosso self, da autoestima, do senso de valor e de pertencimento.


2. Autonomia: precisamos de espaço para conhecer nossos recursos, habilidades e, assim, acreditar em nossa capacidade de lidar com o que acontece. Por meio da autonomia, vamos nos fortalecendo para lidar com as adversidades e vulnerabilidades da vida, não nos sentimos dependentes e emaranhados aos outros para viver e, assim, experienciamos relações mais respeitosas.


3. Limites: precisamos receber limites para desenvolver autocontrole, regulação emocional, tolerância ao desconforto, noção de direitos e deveres que permeiam as relações e empatia. Por meio dos limites, tornamo-nos pessoas mais organizadas, comprometidas, dedicadas, disciplinadas, empáticas, generosas e prevenimos vícios.


4. Orientação para si: precisamos aprender a considerar as nossas próprias necessidades em primeiro lugar para depois nos voltarmos às dos outros. Por meio disso, podemos construir relações mais justas e sentir-nos mais valorizados, compreendidos e respeitados pelos outros.


5. Espontaneidade e lazer: precisamos sentir liberdade emocional, expressar o que sentimos, valorizar os nossos feitos e aceitar nossas imperfeições, praticando autocompaixão diante dos erros normais da vida. Por meio disso, conseguimos alcançar uma vida mais equilibrada, com mais paz e leveza, permitindo-nos aproveitá-la, ao invés de só buscar por cada vez mais.


Lançamento


O livro Um encontro com sua criança interior: o que você ainda não sabe sobre a sua vida com base na teoria do esquema, de autoria da psicóloga Natanna Taynara Schütz e publicado pela Sinopsys Editora, contribui com a compreensão sobre a infância e como essa fase repercute durante toda a vida segundo a ótica da teoria do esquema.


O texto leva o leitor a entender as necessidades que tinha quando era criança, quais dessas necessidades foram e quais não foram supridas e como isso interfere diretamente na sua vida e relações hoje.


Por meio de narrativas vivenciais, é possível ver o passado influenciando o presente, as dores e as faltas infantis se tornando as dores e os desafios adultos. Além de proporcionar mais clareza e consciência sobre a presença e as necessidades da criança interior na vida adulta, a obra apresenta exercícios com o propósito de ensinar a cuidar da criança interior a partir de estratégias emocionais, comportamentais e cognitivas e, assim, viver no modo adulto saudável e consciente.




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Tags

infância, cuidado, limites, autonomia, necessidades emocionais, parentalidade, vínculos seguros, espontaneidade, autonomia, teoria do esquema, terapia do esquema, desenvolvimento infantil

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