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O aprendizado da autorregulação emocional

O aprendizado da autorregulação emocional

25 de Novembro de 2025

O aprendizado da autorregulação emocional ocorre, em grande parte, nos primeiros anos de vida. As crianças dependem do suporte de seus cuidadores para aprender a identificar suas emoções e responder a elas de forma equilibrada.


Pais/responsáveis e educadores que oferecem um ambiente seguro para a expressão emocional ensinam os pequenos a reconhecerem e nomearem seus sentimentos, além de desenvolverem estratégias saudáveis para lidar com eles.


Entretanto, em muitas culturas, ainda prevalece a ideia de que expressar emoções é sinal de fraqueza. Frases como “gente grande não chora, engole o choro, meninos não podem ser frágeis e você está exagerando” são frequentemente ditas para desencorajar a manifestação emocional.


Essa abordagem, no entanto, pode levar a uma desconexão emocional, fazendo crianças e adolescentes internalizarem a ideia de que suas emoções são inapropriadas ou indesejáveis.


A adolescência, em particular, é uma fase crítica para o desenvolvimento da regulação emocional. Com as intensas mudanças hormonais e sociais, os jovens frequentemente experimentam picos emocionais e desafios na autorregulação.


Quando há uma base sólida de validação emocional desde a infância, eles tendem a lidar melhor com essas transformações. No entanto, quando esse suporte não existe, o adolescente pode buscar formas desadaptativas de lidar com suas emoções, como comportamentos impulsivos, isolamento ou externalizações agressivas.


Educação


Diante da importância da autorregulação emocional, é fundamental que a educação emocional seja incentivada desde os primeiros anos de vida tanto no ambiente familiar quanto no ambiente escolar.


Ensinar crianças e adolescentes a identificarem suas emoções, compreender suas causas e encontrar maneiras saudáveis de manejá-las é essencial para o desenvolvimento de indivíduos emocionalmente equilibrados e resilientes.


É crucial compreender que a inibição de sentimentos não os extingue; pelo contrário, a falta de modulação emocional torna-se evidente quando um estímulo intenso ultrapassa a capacidade do indivíduo de lidar com ele no momento.


Competência


A competência para manejar emoções intensas, expressá-las adequadamente e concentrar-se em outras atividades é um aspecto-chave para o desenvolvimento de padrões de regulação emocional.


Quanto mais esses padrões são incorporados à prática, mais facilitadas tornam-se a compreensão e a expressão de sentimentos de maneira ponderada e consciente.


Além disso, é importante destacar que a regulação emocional não se trata apenas de controlar ou suprimir emoções, mas também de reconhecer, compreender e responder a elas de maneira adaptativa.


Isso envolve a capacidade de identificá-las e nomeá-las, avaliar sua intensidade e impacto, e utilizar estratégias eficazes para lidar com elas de forma construtiva.


Ao desenvolver competências de regulação emocional, os indivíduos são capacitados a enfrentarem os desafios da vida de maneira mais eficaz, promovendo o bem-estar emocional, relacionamentos saudáveis e sucesso pessoal e profissional.


Literatura


Com base em abordagens psicológicas contemporâneas e sustentado por evidências científicas, o livro ‘Educação emocional na infância: limites e validação na criação de filhos’, publicado pela Sinopsys Editora, é uma ferramenta prática e acessível destinada a pais/cuidadores e educadores que buscam compreender e atuar de forma mais eficaz no desenvolvimento emocional das crianças.


As autoras, as psicólogas Lúcia Costa e Êdela Aparecida Nicoletti, apresentam estratégias para promover ambientes de validação emocional, dar limites e favorecer a aprendizagem de habilidades essenciais de autorregulação na infância, contribuindo para a formação de indivíduos emocionalmente resilientes e seguros.


Por meio de uma linguagem clara e didática, são abordados conceitos básicos sobre o desenvolvimento emocional infantil; o papel da validação emocional na construção de vínculos saudáveis; e orientações para identificar e lidar com emoções desafiadoras, como raiva, medo e frustração.


Destinada a psicólogos que queiram saber como abordar melhor o assunto em suas consultas e ao público leigo interessado no assunto, esta obra é um convite para transformar relações e construir um futuro mais empático e equilibrado para as próximas gerações.




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