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Medo de dirigir: quais os fatores que podem estar envolvidos

Medo de dirigir: quais os fatores que podem estar envolvidos

02 de Julho de 2025

O medo de dirigir, assim como diversas situações psicológicas, é multifatorial. Isso quer dizer que um conjunto de elementos pode contribuir para que uma pessoa desenvolva medo de dirigir e outra não.

Alguns desses fatores podem ser temperamentais e de personalidade, uma espécie de tendência para determinadas preocupações. Porém, o ambiente é parte importante dessa “fórmula” e poderá reforçar ou não essas características.

Fazendo uma analogia, nossas características temperamentais podem ser “terreno fértil” para determinadas coisas, mas elas só irão “nascer” se o ambiente fez sua “parte”, ao “plantar e regar o suficiente”.

Por exemplo, uma criança naturalmente exploradora terá dificuldades de desenvolver autonomia se os espaços de convivência não estimulam essa independência, da mesma forma que uma criança mais inibida pode desenvolver esse traço por ter recebido muito estímulo.


Cuidadores

Nossos cuidadores na infância são parte importante dessa influência ambiental, pois são nossos primeiros modelos de relação, nossa primeira referência do que é “estar no mundo” e do que podemos esperar dos outros.

Falar de influência não é responsabilizar inteiramente essas pessoas, mas compreender que nossas primeiras experiências de vida têm um impacto importante no desenvolvimento da nossa personalidade.

Por exemplo, cuidadores muito voltados ao externo, tentando agradar aos outros ou com preocupações excessivas com julgamento de terceiros, podem reproduzir essa dinâmica com os filhos.

Seja por perceber esses modelos e reproduzir, seja por sentir que o amor dos pais é condicional (como se “ao fazer coisas bem-feitas recebo carinho”), a criança pode crescer com dificuldade de demonstrar discordância ou até mesmo se sentindo responsável pelo bem-estar dos outros.



Rigidez

Também é possível que um excesso de rigidez, sem espaço para lazer e descontração, promova um ambiente muito voltado a preocupações e execução de tarefas.

Experiências negativas marcantes na história da família também podem estar envolvidas em uma visão mais pessimista da vida e preocupada com desfechos negativos em diferentes situações.

Esses foram alguns exemplos para ilustrar a influência familiar na personalidade das pessoas, mas é impossível esgotar as possibilidades.

Nesse contexto, compreender a própria história de vida e a relação com as dificuldades atuais é um processo desafiador, mas que pode contribuir na retomada da direção, já que muitas dificuldades no trânsito aparecem em outros contextos da vida. O espaço adequado para essa jornada de autoconhecimento é a psicoterapia.

Leitura

Esse e outros assuntos são aprofundados no livro ‘O que você precisa saber sobre medo de dirigir e tem medo de perguntar’. É indicado não apenas para profissionais da área (como psicólogos e instrutores de trânsito) e pessoas que querem ajudar alguém com essa dificuldade, mas também para quem está passando por isso e sente o desejo de redescobrir a própria independência e confiança.

De autoria do psicólogo William Macedo Fiuza e publicada pela Sinopsys Editora, a obra faz parte da coleção ‘O que você precisa saber e tem medo de perguntar’, que visa esclarecer aspectos relacionados a transtornos mentais para não especialistas.

Caracteriza-se por sua linguagem clara, objetiva e acessível a todos que tenham interesse em entender um pouco mais sobre o medo de dirigir. Um de seus principais diferenciais é a sua construção, mediante perguntas e respostas mais frequentes entre a população.



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Tags

Medo de dirigir, trânsito, personalidade, temperamento, ambiente, autonomia, independência, autoconhecimento, psicoterapia

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