Emoções na infância: a importância do reconhecimento
21 de Outubro de 2025
O reconhecimento das emoções na infância é fundamental para o pleno desenvolvimento da criança. Percebê-las, identificá-las e compreendê-las devidamente tornam possível lidar com cada uma delas e contribuem para o equilíbrio emocional do indivíduo e de seus relacionamentos interpessoais ao longo da vida.
As emoções podem ser divididas em primárias e secundárias. As primárias, também chamadas de básicas ou universais, estão presentes desde o nascimento e contribuem para o desenvolvimento psíquico e a formação motora das crianças.
Podem ser entendidas como distintas reações químicas e neurais que ajudam a preservar a vida. De modo geral, há um consenso de que as emoções primárias são alegria, tristeza, medo, raiva, nojo e amor.
Secundárias
Diferentemente das emoções primárias, as emoções secundárias – também chamadas de sociais ou adquiridas – não nascem com as pessoas. Elas são produzidas como resultado do crescimento do indivíduo, da interação com os demais e da combinação das emoções primárias.
Impostas por heranças familiares e por convenções sociais, religiosas, culturais e econômicas, as emoções secundárias são, portanto, aprendidas e implicam uma avaliação cognitiva das situações, não desempenhando uma função biológica adaptativa.
Além disso, não são tão facilmente identificáveis quanto as primárias. Isso porque nem sempre são expressas por meio de um sorriso ou com o arquear de sobrancelhas, como é o caso da alegria ou da raiva, podendo ser mascaradas por fatores socioculturais.
Entre as emoções secundárias, estão saudade, ansiedade, inveja, ciúme, vergonha, tédio, culpa e frustração.
Incentivo
Incentivar as crianças a falarem e a lidarem com as emoções na infância é tarefa que cabe aos adultos e que deve ser colocada em prática o quanto antes para a formação de indivíduos equilibrados emocionalmente.
Crianças que conseguem dizer “eu estou bravo com você” ou “isso está me magoando” têm mais chances de resolverem seus conflitos de forma pacífica em vez de terem um ataque de raiva ou partirem para a agressão.
O primeiro passo que deve ser dado pelos pais ou outros responsáveis, assim como educadores e terapeutas, é ensinar os pequenos a nomearem as emoções. É importante que os mais novos aprendam palavras como feliz, triste e medo. Os mais velhos podem aprender palavras mais complexas, como frustrado, desapontado e nervoso.
Destaca-se, ainda, que não existe emoção certa ou errada; quando canalizadas de forma positiva, elas promovem a ação. Portanto, quando as crianças identificarem as suas emoções, independentemente se a atitude foi positiva ou não, deve-se elogiar o fato do reconhecimento e conversar com elas sobre o que poderia ter sido diferente, se houve ou não consequência.
Recursos lúdicos
Nem todas as crianças têm facilidade em reconhecer, nomear e, portanto, lidar com as emoções de forma efetiva. O livro ‘Conversando com a Tristeza: um passeio pela Vila das Emoções’ possibilita que, de forma lúdica, a garotada identifique as emoções por meio das expressões dos personagens.
Parte da Coleção Emocs, conta a história da emoc Tristeza, mostrando a importância, em que situações aparece, os pensamentos, os sentimentos e os comportamentos associados a essa emoção.
De autoria das psicólogas Camilla Volpato Broering, Marina Heinen e Vanina Cartaxo e publicada pela Sinopsys Editora, a coleção auxilia na psicoeducação sobre emoções primárias – alegria, tristeza, raiva, medo, nojo e amor – e emoções secundárias – saudade, ansiedade, inveja, ciúme, vergonha, tédio, frustração e culpa.