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Doença renal crônica: a ansiedade como reação ao perigo

Doença renal crônica: a ansiedade como reação ao perigo

25 de Fevereiro de 2022

A doença renal crônica (DRC), assim como todo processo de adoecimento, traz consigo ansiedade com relação ao prognóstico, às consequências e aos custos do tratamento e aos impactos sobre a família, a atividade laboral e a vida financeira.

A DRC é caracterizada por uma lesão nos rins marcada por alterações estruturais e funcionais desses órgãos que resulta em deficiências na filtração sanguínea, podendo levar a uma perda progressiva e irreversível das funções renais.



MUDANÇAS RADICAIS


Além disso, o tratamento exige mudanças radicais, sobretudo quanto a hábitos alimentares, extinção de comportamentos de risco (como ingestão de álcool, drogas e tabaco) e a frequente necessidade de consultas médicas e exames, o que afeta a vida profissional e a autonomia do indivíduo.

Para complicar, a medicina não fala em cura da doença renal crônica. Inclusive é sabido que o passar do tempo acaba influenciando negativamente a sua evolução, o que também funciona como um grande fator ansiogênico para os portadores.

Não raramente, durante o tratamento da DRC, as pessoas testemunham o falecimento de outros pacientes, que, por vezes, eram seus colegas de salas de espera ou de diálise. Essa vivência também pode aumentar o medo da evolução da doença e da própria morte.


COMPROMETIMENTO


Sendo assim, é normal e esperado que os indivíduos com doença renal crônica apresentem uma maior tendência a reagir às situações ameaçadoras com intenso nível de ansiedade.

Todas essas dúvidas, preocupações e incertezas podem influenciar o processo de enfrentamento do paciente e, com isso, afetar e trazer danos comprometedores para todo o processo de tratamento.

No caso da doença renal crônica, a ansiedade representa uma forma de adaptação e resposta diante das complicações, dúvidas e incertezas que o tratamento propõe.

Em geral, dificilmente as pessoas conseguem identificar que aquilo que estão sentindo está relacionado com suas emoções e seus sentimentos. No caso dos pacientes com DRC, essa identificação se torna ainda mais delicada.

A ansiedade, nesse caso, é a reação ao perigo ou à ameaça que a nova condição representa. Então, é possível dizer que a interpretação desse evento desencadeia sentimentos potencialmente negativos com base na avaliação cognitiva de cada sujeito.


ATENÇÃO AOS AGENTES ESTRESSORES


Dessa forma, é importante que tanto o paciente e sua família quanto a equipe de saúde estejam atentos aos fatores geradores de estresse que trazem alterações cognitivas e comportamentais para esse indivíduo.

São exemplos a mudança repentina na dinâmica familiar e inversão de papéis, as restrições alimentares, o gerenciamento do tempo, o gerenciamento financeiro, as limitações e restrições das atividades laborais.

Entre as complicações geradas pelo estresse emocional do paciente, faz-se necessária uma avaliação dos sintomas psíquicos com olhar e escuta diferenciados, voltados para os pensamentos e sentimentos depressivos, bem como para ansiedade, fobias, medo constante e forte insegurança relacionada com luto e ideia de morte.


QUEIXAS DO PACIENTE


Também é necessário dedicar um cuidado especial para as queixas do sujeito quanto aos seus sintomas e à sua patologia, de forma a ampliar a visão de como ele lida com sua nova rotina, seu novo contexto familiar e a relação dele (e da família) com a equipe de saúde.

Desse modo, se torna possível a elaboração de um plano de intervenção único e adequado para cada pessoa.

Levando em consideração todos os aspectos que cercam o paciente e interferem no seu tratamento, cabe à equipe multidisciplinar de saúde - formada essencialmente por médicos nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas -participar ativamente do processo de identificação e minimização dos agentes estressores.
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Tags

Nefrologia, psiconefrologia, doença renal crônica, DRC, terapia cognitivo-comportamental, TCC

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