Conhecendo o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) na infância
29 de Outubro de 2025
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é muito comum na infância e na adolescência. Em alguns casos, os sintomas podem aparecer muito cedo, antes até dos 2 anos de idade, tendo um impacto profundo numa criança que está em desenvolvimento e seguirá passando por várias fases críticas até atingir a vida adulta. Por isso, a importância do diagnóstico precoce.
As rotinas diárias, como a hora de comer, tomar banho, se vestir, dormir, ir para escola, fazer os temas de casa ou deveres domésticos, participar de atividades sociais, praticar esportes ou até mesmo brincar com amigos, podem ser muito afetadas pelo transtorno.
As crianças com TOC percebem o seu comportamento como diferente ou estranho em comparação aos seus pares, costumam sentir medo, nojo e/ou vergonha e, geralmente, tentam esconder-se, esquivar-se de situações ou disfarçar quando sentem uma necessidade extrema de fazer algum ritual (compulsão).
Ao temerem que algo de ruim possa acontecer com elas ou com a sua família, algumas não conseguem dividir o lanche ou a bebida, usar o banheiro da escola ou da casa de um amigo ou até ter qualquer tipo de aproximação física.
Sofrimento
Não há dúvida de que o TOC traz muito sofrimento (medo, nojo, vergonha, raiva, culpa) e interfere no rendimento escolar (dificuldade de prestar atenção às aulas, fazer e refazer tarefas), nas relações sociais (não chegam perto dos seus colegas) e no funcionamento familiar (brigas frequentes).
Os sintomas podem ser muito graves e até incapacitantes, levando a faltas na escola, crises de pânico e/ou de ansiedade, choros frequentes e crises de raiva em decorrência das emoções muito intensas, impedindo-as de viverem as coisas esperadas para a sua faixa etária.
Diagnóstico
A busca pelo diagnóstico e pelo tratamento costuma demorar alguns anos, quando os sintomas já estão mais graves. Isso porque alguns pais/responsáveis podem ter dificuldade de diferenciar um comportamento normal de um sinal de alerta.
Por exemplo, quando a criança é muito organizada, sempre asseada e muito cuidadosa, a família pode não perceber os sintomas ou até achar “bonito”, demorando para identificar que aqueles comportamentos fazem parte de um diagnóstico e que a criança pode estar em sofrimento.
Em outras situações, constatam somente quando já existem rituais excessivos (lavagens de mãos ritualizadas e/ou excessivas, banhos demorados, lentificação ao se vestir, repetição de perguntas já respondidas) ou, ainda, quando são chamados à escola, que relata isolamento social, queda no rendimento escolar, comportamentos estranhos, crises de choro ou irritação.
Literatura
O livro TOC na infância: 24 sessões para trabalhar com crianças, de autoria da psicóloga Cristiane Flôres Bortoncello e publicado pela Sinopsys Editora, é um guia completo e acessível para pais, professores e profissionais da saúde que atendem crianças e adolescentes.
Com passo a passo detalhado e formulários para download, apresenta os principais sintomas e ajuda a diferenciar rituais normais de sinais de alerta do TOC, visando o diagnóstico precoce.
Com base em pesquisas científicas e no DSM-5-TR, combina informação confiável com uma linguagem clara e prática, tornando o conteúdo acessível a todos para transformar conhecimento em cuidado e maior qualidade de vida na infância e na adolescência.