Ciência e profissão: qual o percurso da psicologia no Brasil?
27 de Agosto de 2025
O Dia do Psicólogo é comemorado em 27 de agosto no Brasil, porque nessa data, em 1962, foi sancionada a Lei nº 4.119, que dispõe sobre a profissão e os cursos de psicologia.
Entretanto, a regulamentação da mesma foi promulgada em 21 de janeiro de 1964 pelo Decreto nº 53.464. Posteriormente, em 27 de dezembro de 2016, a publicação da Lei nº 13.407 oficializou a celebração.
A palavra psicologia vem do grego – psique (alma) e logos (estudo) –, ou seja, o estudo da alma humana. Representada pelo símbolo do tridente, que possui relação com a letra psi do alfabeto grego, essa ciência surgiu no século 16, buscando compreender os indivíduos, suas angústias e inquietações.
De lá até os dias atuais, a área cresceu muito e foram criadas várias vertentes, com profissionais especializados em diferentes abordagens e atuando em diversos setores. No entanto, a profissão só foi regulamenta graças à mobilização da categoria, ressaltando a importância do Dia do Psicólogo.
Consolidação
A consolidação da profissão de psicólogo dentro da história da psicologia no Brasil se deu em três etapas. Inicialmente, com as faculdades e escolas de medicina no século 19, quando era estudada como disciplina.
O segundo período abrange desde o início da institucionalização da prática psicológica em 1890 até a regulamentação da profissão e a criação dos seus dispositivos formais nas décadas de 1960 e 1970.
A partir de então, a psicologia passou a ter um conhecimento próprio, institucionalizado e reconhecido. O psicólogo adquiriu um campo específico de atuação, ainda que compartilhado com a medicina e a educação.
Nesse período, a formação profissional organizou-se no país como uma especialização. O psicólogo deveria cursar, em seus três primeiros anos de estudos, as disciplinas de filosofia, biologia, fisiologia, antropologia ou estatística e fazer os cursos especializados em psicologia.
Com a formação dos denominados especialistas em psicologia, iniciou-se, oficialmente, o exercício dessa profissão. Após esse período da história da psicologia no Brasil, a profissão de psicólogo passou a estar organizada e estabelecida.
Em 27 de agosto de 1962, como já mencionado, foi promulgada a lei nº 4.119, que regulamentou a profissão no Brasil. Também foi aprovado, no mesmo ano, o Parecer nº 403 pelo Conselho Federal de Educação, que estabeleceu o currículo mínimo e a duração do curso universitário de psicologia.
Compreensão
De forma geral, o psicólogo busca compreender as diferentes facetas dos pensamentos, das emoções e do comportamento humano, visando a prevenção e a resolução de problemas de saúde mental, assim como a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Para se orientar no psicodiagnóstico e no atendimento psicológico, é tarefa desse profissional analisar a influência de fatores hereditários, ambientais e psicossociais sobre os indivíduos na sua dinâmica intrapsíquica e nas suas relações sociais.
Também é responsabilidade do psicólogo elaborar e aplicar técnicas de exame psicológico, utilizando seu conhecimento e práticas metodológicas específicas, para conhecimento das condições do desenvolvimento da personalidade, dos processos intrapsíquicos e das relações interpessoais, efetuando ou encaminhando para atendimento apropriado, conforme a necessidade.
Conhecimento científico
O psicólogo ainda contribui para a produção do conhecimento científico da psicologia por meio da observação, descrição e análise dos processos de desenvolvimento, inteligência, aprendizagem, personalidade e outros aspectos do comportamento.
E participa da elaboração, adaptação e construção de instrumentos e técnicas psicológicas através da pesquisa, nas instituições acadêmicas, associações profissionais e outras entidades cientificamente reconhecidas.
Atuação
O psicólogo desempenha suas funções e tarefas profissionais individualmente e em equipes multiprofissionais, em instituições privadas ou públicas, em organizações sociais formais ou informais.
Atualmente, existem psicólogos atuando em diversas áreas. Entre elas, psicologia clínica, da educação, organizacional, do trânsito, jurídica, do esporte, ambiental, neuropsicologia e hospitalar.
Literatura
A série de livros Características Distintivas, da Sinopsys Editora, convida os mais importantes clínicos e teóricos das principais terapias cognitivo-comportamentais a destacarem as características fundamentais e distintivas das abordagens que utilizam. São leituras essenciais para psicoterapeutas de todas as orientações que desejam aprender mais sobre esses assuntos.